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O que você indica para o estudo de palhetas ?

Atualizado: 1 de Jul de 2019

A palheta é muito importante pro som que eu quero tirar. Então, o tipo do material interfere e a espessura também é fundamental. Isso porque a palheta define o timbre que o bandolim pode ter. O instrumento já possui um som característico, uma soma de harmônicos, uma soma de frequências que faz ele ter uma determinada peculiaridade sonora, com um som mais médio, amadeirado; pode ser um som mais agudo, com uma predominância da sonoridade das cordas de metal; ou também um som mais abafadinho, com mais médios grave e menos agudos. A palheta e o tipo de palhetada agem diretamente no resultado do timbre do instrumento. Eu uso uma amarelinha com .73mm de espessura. Com ela, consigo tirar o som amadeirado que gosto muito.

Durante muitos anos de estudo e shows, sempre procuro melhorar minha palhetada. Isso significa ter mais controle pra conseguir executar músicas que tenham desde de a dinâmica pianissimo até o mais forte que o instrumento alcançar. É fundamental, na hora de interpretar uma música, ter o controle da palheta pra que a ideia seja passada com beleza, com precisão, com certeza. Poder ter um grande range de dinâmica é sempre uma busca nos meus estudos.

Desenvolvi alguns exercícios que faço desde moleque e que me ajudam muito na hora de tocar. Um deles é basicamente matemático.

No bandolim 10 cordas, cada par de cordas tem seu número, de 1 a 5.


Por exemplo:


14523

15432

23451

24513

35124

34521

41235

45321

54321

51234


Daí toco uma palhetada pra baixo em cada corda, mantendo uma pulsação. Tentando encontrar a sonoridade que quero ouvir. No centro, mais perto da boca, é mais equilibrado. Quanto mais perto do cavalete, mais 'ácido', mais agudo. Quanto mais perto da escala, mas doce, com menos agudos. Andamento de acordo com a velocidade do pensamento, com a sonoridade bonita. Postura correta e tento tocar sem olhar. Quanto mais rápido, mais difícil sincronizar o pensamento com a troca de cordas. Esse estudo pode ser feito de maneiras diferentes, com duas palhetadas em cada corda, uma pra cima e outra pra baixo. Pode fazer também 1 pra duas palhetadas em cada corda. E existem infinitas combinações. Fico mudando o braço direito de lugar, com a palheta perto do cavalete até chegar perto da escala, isso durante o exercício, criando uma sonoridade legal pra um exercício que aparentemente é chato. No final das contas é isso, transformar o que pode ser sacal em algo que, além de somar pra técnica, soma pra interpretação e pro encontro de um som bonito.

Bora estudar ?

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